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Incentivos, penalizações e educação: os desafios da reciclagem do plástico

09-10-2019

Os números já não são novidade: cerca de 90% do lixo marinho é plástico e aproximadamente 80% provém de terra. Das casas, das empresas, das indústrias.

Esta realidade seria diferente se os resíduos fossem separados corretamente. Para isso, diz quem está no setor, é necessário sensibilizar, incentivar e penalizar, entre outras medidas.

 

Um tema que esteve em destaque na mesa redonda "Desafios da Reciclagem", no Plastics Summit, organizado pela Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos (APIP), em Ílhavo. Carmen Lima, coordenadora do Centro de Informação de Resíduos da Quercus, defende "a aposta em recolhas seletivas", bem como em "novas soluções de matérias-primas para produção de plástico".

Além disso, sugere que sejam dados "incentivos à utilização de materiais reciclados", como a redução do IVA. Para a responsável pela área dos resíduos da Quercus, os consumidores "deveriam pagar uma taxa quando compram embalagens de plástico", para sentirem a ecotaxa. "Temos que fazer sentir que a responsabilidade é dos consumidores, que são uma peça fundamental. São eles que colocam ou não nos ecopontos", defendeu.

João Letras, diretor do Departamento de Gestão de Resíduos da Sociedade Ponto Verde, reforçou que ”o consumidor tem de ter noção que os seus hábitos de consumo têm consequências", pelo que propõe, por exemplo, que haja um pagamento pelo lixo indiferenciado.

 

De acordo com as metas impostas pela Comissão Europeia e aprovadas pelos Estados-membros, até 2025 deve ser reciclado 50% do plástico, percentagem que aumenta para 55% até 2030.

 

Fonte: Diário de Notícias

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zuka