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Indústria está a dar os primeiros passos na reciclagem

04-03-2019
Em Portugal, os fabricantes de tecidos e de roupa já lidavam com os seus desperdícios industriais e, agora, começam a despertar para o problema do destino final das suas produções, depois de usadas. Mas a reciclagem, neste setor, é uma atividade “quase emergente”, segundo Paulo Vaz, diretor-geral da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP).   Já é tendência César Araújo, presidente da Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção, garante que, na indústria, o uso de materiais reciclados “é cada vez mais habitual”, quer para a fabricação de fios quer de tecidos com “uma grande componente de reciclagem”. Embora haja “muito caminho a fazer”, como diz Paulo Vaz, desde logo nas tecnologias que façam a separação dos resíduos, certo é que o tema está na ordem do dia, como provou a última edição do Modtíssimo, no Porto, onde foi criado o espaço Green Circle, dedicado às inovações têxteis nesse domínio.   Novas matérias-primas O dirigente da ATP refere o caso do poliéster reciclado e de outras fibras “com tecnologia cada vez mais sofisticada”, que são reaproveitadas para reentrarem na cadeia de valor, com a vantagem “de transformar Portugal num produtor de matérias-primas, hoje totalmente importadas”.   Empresas e marcas que já apostam na reciclagem A Valerius, por exemplo, estabeleceu, em 2017, um prazo de 10 anos para conseguir receber na sua fábrica de Barcelos todas as roupas que de lá saiam, para as reciclar e lhes dar uma nova vida. Segue assim os passos da britânica TopShop, com mais de meio milhão de lojas em todo o mundo, que “foi pioneira” na estratégia de recolha de vestuário usado para lhe dar uma segunda vida, recorda Paulo Vaz.   Meias sem par e lençóis velhos? Valem dinheiro. Até ao passado dia 24 de Fevereiro, a cadeia H&M ofereceu dois cupões de desconto (em vez de um) no valor de 5€ por cada saco de têxteis entregue nas suas lojas. Por cada quilo de roupa recolhido, a empresa doou 0,02€ a uma organização de caridade. Em Portugal, a beneficiária é a Helpo, entidade à qual a H&M entregou mais de 13 369€, correspondentes a 668 458 quilos de roupa recolhidos nas lojas em Portugal em 2018. “Até meias sem par, t-shirts gastas e lençóis antigos são bem-vindos”, garante a multinacional sueca. Desde 2013 (foi pioneira) já recolheu 75 mil toneladas em todo o mundo. O projeto existe em parceria com a alemã I:CO, especialista em reciclagem têxtil. As roupas em boas condições são vendidas em lojas de segunda mão. As restantes podem ser reutilizadas, sendo transformadas noutras matérias-primas.   Já a Riopele criou a marca Tenowa, para tecidos produzidos com material 100% reciclado. E uma das parceiras nesse projeto, a Sasia, também de Famalicão, recicla desperdícios têxteis, na ordem das 900 toneladas por mês, criando novas matérias-primas, metade para o mercado interno e outra para exportação, tendo já investido dois milhões de euros numa nova linha de reciclagem.   Há também a Penteadora, em Unhais da Serra, com a linha Re.Born, onde obtém os seus tecidos cardados feitos com a incorporação de, pelo menos, 50% dos resíduos que o grupo gera.   Fonte: Dinheiro Vivo
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JF Almeida aposta na reciclagem

04-03-2019
Os fios 360 foram apresentados em setembro último na Première Vision Paris e agora foi a vez de darem origem a um produto acabado – as toalhas – que se estrearam, com sucesso, na Heimtextil 2019. «Já aplicámos nas toalhas de felpo e estamos a aplicar também em tecidos não felpo. Mas estamos numa fase inicial», revela Joaquim Almeida, CEO da JF Almeida. «É um produto que lançámos há muito pouco tempo», sublinha. «Fizemos uma parceria com uma empresa espanhola para recuperação do desperdício – a matéria-prima é nossa, eles só fazem a recuperação – e depois fiamos na nossa fiação», explica ao Jornal Têxtil. Nos dias da Heimtextil, o CEO da JF Almeida sentiu «muita procura e muita expectativa também».   Sustentabilidade nos produtos e processos As novas toalhas são a resposta da produtora de felpos às tendências de mercado. «O mercado começa a pedir e, uma vez que temos mercado para isso e temos também outros produtos, obrigatoriamente leva-nos a apostar nesta área», acrescenta. O portefólio de produtos sustentáveis inclui também tapetes para casa de banho.   A aposta da JF Almeida na sustentabilidade não se fica pelos produtos, refletindo-se igualmente nos processos. «Temos feito um trabalho com muito sucesso na tinturaria, por exemplo, desde a redução do consumo de água à energia», assegura Joaquim Almeida. Atualmente, a tecnologia de tingimento utiliza menos água e produtos auxiliares. Como tal, «são máquinas que consomem menos energia e produzem muito mais», indica.   Aliás, é na energia que a empresa tem concentrado vários dos seus investimentos, juntando a ecologia à economia. «É um dos problemas do nosso país e está a ser um grande problema para a nossa indústria. Temos custos energéticos muito elevados, temos custos com o tratamento da água muito elevados. Com a agravante de que parece que ainda estamos num país terceiro-mundista, porque quando queremos tratar da nossa água não nos deixam», afirma o empresário.   Os investimentos e as novas apostas da JF Almeida, que emprega diretamente 640 pessoas, permitiu gerar um crescimento de 30% em 2018 face a 2017, com a empresa a terminar o ano com um volume de negócios a rondar os 57 milhões de euros. «2018 foi um ano muitíssimo bom», reconhece Joaquim Almeida.   Fonte: Portugal Têxtil
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O IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima)

13-02-2019
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, mais conhecido como IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) é uma organização científico-política, criada em 1988, pela iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e da Organização Meteorológica Mundial(OMM).   Tem como objetivo principal sintetizar e divulgar o conhecimento mais avançado sobre as mudanças climáticas que hoje afetam o mundo, especificamente, o aquecimento global, apontando as suas causas, efeitos e riscos para a humanidade e o meio ambiente, e sugerindo maneiras de combater os problemas.   O IPCC não produz pesquisa original, mas reúne e resume o conhecimento produzido por cientistas de alto nível independentes e ligados a organizações e governos.   É do conhecimento geral que o IPCC representa a maior autoridade mundial a respeito do aquecimento global e tem sido a principal base para o estabelecimento de políticas climáticas mundiais e nacionais, mas isso não o livra de receber críticas. Desde sua fundação, o IPCC produziu cinco grandes relatórios e alguns outros documentos. O primeiro relatório surgiu em 1990 e o último em 2014.   A qualidade e seriedade do seu trabalho, que envolve milhares dos mais reputados cientistas da atualidade, valeu-lhe o Prémio Nobel da Paz em 2007.   Encontre todos os estudos, relatórios e atividades do IPCC no site: https://www.ipcc.ch/
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